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sexta-feira, fevereiro 15, 2008

"Eu mudei minha cabeça, minha auto-estima e essa idéia de 'menina boa' ou 'menina má'. Se você trai seu marido ou comete um assassinato, isso é ruim. Um cookie é apenas um cookie. Cansei de brigar comigo mesma. Agora vivo a minha vida e não enlouqueço mais. As pessoas devem perguntar a si mesmas: 'O que não está me fazendo feliz?' Minha história é uma história de esperança que talvez possa ajudar outras pessoas. Cada um deve se tornar seu próprio modelo e ter sua própria imagem"

Emme, em seu livro True Beauty (no livro Segredos da Gordinha Feliz)

Atualizações sobre minha "vida ocular"

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Vamos lá! Mais um boletim de atualização da minha saúde ocular... rs

Sexta-feira tive uma consulta para revisão das micro cirurgias. Eu estava bem confiante, até levei o Vítor comigo. Chegando lá, surpresa: as lesões não ficaram completamente fechadas e seria preciso mais uma sessão de laser. Quando? Naquela mesma hora! Ligo correndo para o Gu, ele larga tudo no trabalho e vai pra lá. Foi ele sentar na cadeira - não passaram nem dois minutos - e o médico me chamar pra entrar. Agora está tudo ok com as lesões (ou seriam ex-lesões?) e não preciso fazer mais nada.

Mas isso nada tem a ver com o problema maior e principal - o ceratocone. Ontem tive teste de lentes. Marquei na hora do almoço pensando que seria rápido e eu poderia voltar para o trabalho. Ledo engano. Passei a tarde inteira na clínica. E ainda assim, não deu certo.

Os olhos de uma pessoa normal são arredondados. Os meus têm uma espécie de "barriga" embaixo, o que faz com que a lente não se adapte bem. Estamos tentando com a gelatinosa tórica - que corrige tanto a miopia quanto o astigmatismo. A médica - muito legal por sinal - solicitou ao fabricante outro par, com outros diâmetros e vou testá-los quando chegarem. Se não derem certo também, não irei para as lentes rígidas, pois é muito provável que também não dêem certo. Nos casos normais de ceratocone, elas são as opções mais indicadas - o que não acontece no meu caso, pois o meu cerato não é central.

Agora é aguardar um pouco mais...

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Aprendi que se você tem tendência a enxaqueca, provavelmente vai ter uma após a "fotocoagulação" (com laser).


Aprendi também que se você já está com enxaqueca e vai fazer a tal fotocoagulação, é muito provável que sua enxaqueca venha a aumentar bastante.


Mas, o mais importante é que aprendi que se você está na sua tpm (período onde as crises de enxaqueca aumentam bastante) e com enxaqueca e faz uma fotocoagulação... acho que nem preciso completar né?


Nem preciso dizer que sou uma péssima companhia no dia de hoje.

Calcanhar de Aquiles

segunda-feira, janeiro 28, 2008


Hoje é minha terceira - e última sessão de laser para corrigir algumas lesões que tenho nos dois olhos. Achei que elas tinham a ver com o ceratocone, mas uma boa conversa com o médico me esclareceu: nada a ver.

Acho que, realmente, meus olhos são meu ponto fraco...

terça-feira, dezembro 11, 2007

Desta vez o sumiço foi longo. Confesso que eu não estava muito bem para escrever. Foram algumas semanas em que estive meio sumida de tudo e de todos, um pouco triste. Eu descobri, no começo de novembro, que tenho uma doença chamada ceratocone. É uma doença degenerativa da visão, na qual a córnea vai, gradativamente, ficando em forma de cone.

O primeiro médico que eu fui me deu um susto. Eu tinha ido até lá achando apenas que tinha mudado de grau e ele me joga essa bomba, completando ainda que achava que eu não ia chegar ao ponto de precisar de um transplante. Eu fiquei atônita! Como assim transplante?? Eu chego lá pra mudar meu grau e ele me fala em transplante?

Então fui pesquisar mais sobre a doença e procurar outro médico. Pra resumir a história, o primeiro médico fez os exames de modo errado, pois eu não poderia ter tirado a lente imediatamente antes do exame, como foi feito. Mas os novos exames - feitos em outra clínica e com outro médico, lógico - confirmaram o diagnóstico.

Esse processo todo - da primeira consulta e primeiros exames, até chegar no dia da consulta com o concorrido especialista em córneas - levou semanas. Semanas em que eu variava entre o estado "aguardando" para o estado "choroso". Meu medo não é de ter que fazer um transplante, embora isso não seja muito agradável mesmo. Meu medo é de que minha visão se deteriore a um ponto em que eu não possa mais ter a independência que tenho hoje. Afinal, meu trabalho é completamente visual, preciso dos meus olhos para trabalhar.

De qualquer modo, os exames diagnosticaram que tenho ceratocone em grau 1 no olho direito e grau 2 no olho esquerdo. Como é um ceratocone relativamente inicial, pode ser corrigido com a lente de contato rígida. À medida que a doença vai avançando, as lentes não conseguem mais ficar no olho, então são necessárias outras formas de correção da visão. A última etapa, em um grau realmente avançado da doença, é necessário o transplante. Pela minha idade, o médico acredita que o meu ceratocone não vai avançar muito. Mas nada é certo.

Não tem como o médico dizer com certeza "não vai mais avançar". De acordo com as pesquisas, a doença costuma estabilizar entre os 30 e 40 anos. De acordo com as minhas pesquisas, diversas pessoas com mais de 30 e até com mais de 40 continuam a ter avanço no ceratocone.

De qualquer forma, qualquer um dos tratamentos não cura a doença e nem segura a sua evolução. Apenas corrige o sintoma, que é a falta de acuidade visual. Então, tudo o que eu posso fazer é corrigir minha visão e aguardar. Claro que, em algum momento, vou começar a esquecer tudo isso e viver normalmente - até o próximo exame, que tem que ser repetido anualmente.

Enquanto isso, vou me adaptando aos meus novos óculos - fazia mais de uma década que eu não usava óculos, só lentes de contato - e, em breve, às minhas futuras lentes rígidas. E vamos seguindo...