Vizinhança

sexta-feira, outubro 28, 2005


Eu moro em um prédio muito tranqüilo. Desde que meus vizinhos "barraqueiros" se mudaram, nunca mais houve nem uma briguinha por aqui. E olha que eles eram de lascar: de madrugada a mulher estava berrando com os filhos, porque alguém mudou sei lá o quê de lugar: JÁ FALEI QUE NÃO QUERO QUE MUDEM NADA DE LUGAR!!!! JÁ FALEI!!! VOU TE ENCHER DE PORRADA!!! Agora está tudo muito mais calmo e a coisa mais diferente que acontece é quando a gata dos novos vizinhos resolve fugir de lá e vir dar uma voltinha na minha janela. Com toda quietude do mundo.

Bem, mas o mesmo não pode ser dito do prédio da frente. Há uma semana, saí com o meu namorado e, quando já estávamos estacionando no prédio dele, lembro que esqueci em casa a camisa dele que eu havia pego na lavanderia. Voltamos para a minha casa. Ia ser rápido, então parei o carro atrás dos outros estacionados, deixei o Gu no carro e subi. Com minha visão periférica vi uma mulher conversando com um cara no prédio da frente, cada um de um lado do portão, mas não deu importância alguma. Nem preciso dizer que quando cheguei em casa, passei a dar importância, já que a conversa havia se transformado em algo muito mais exaltado. Perguntei à minha mãe se ela sabia o que estava acontecendo. Sem respostas: ela estava era cochilando na frente da tevê e ainda me perguntou "que briga?"

Peguei rápido a camisa e fui para a porta. Quando passei pela janela da sala, a mocinha estava meio que cambaleando no meio da rua, em direção ao MEU carro. O Gu dentro, com cara de "o que eu faço agora?". Desci rápido e ela ainda estava zanzando pelo mesmo lugar. Foi o tempo de colocar a camisa no carro, sentar no meu banco e ligar o carro. Como um raio, desce uma mulher e vai com tudo para dar uns tapas na mocinha, que de tão ruim só desviava, andando de costas. Não esperei pra ver mais e fomos embora.

No dia seguinte, minha mãe me inteirou do resto da fofoca: a mulher bem que tentou dar uns tapas na mocinha, mas o filho não deixou. Depois, apareceu um cara de carro que enfiou a mocinha lá dentro e foi embora, não sem muito esperneado e gritos. Assim que o cara saiu, apareceu a polícia, que conversou com a mulher. E minha mãe, claro, ouvindo tudo (nem que ela não quisesse...rs). De acordo com as explicações dadas aos policiais, a mocinha estava tocando sem parar o interfone da mulher, que já estava dormindo naquela hora, dizendo que lá era ponto de drogas. Quando a mulher se encheu e levantou. O resto a gente já sabia.

Bom foi o final! Os policiais para a mulher: "Senhora, se ela aparecer novamente, pode nos ligar". E a mulher: "Se ela aparecer de novo, pode vir com o rabecão!" Não dá pra negar que a gente se diverte...

Ah, mas ainda não acabou! Esta semana, um dos moradores do mesmo prédio da frente resolveu "expulsar o demônio" que estava em alguém, em alto e bom som, por volta de 8 da noite. Ainda era um demônio surdo, pelo volume em que falavam e cantavam para ele. No começo, fiquei brava com a barulheira. Depois me lembrei que aquela era a mesma casa onde um povo passa o dia ouvindo músicas de "boa qualidade", como funk e pagode brega, entre outros. E cheguei à conclusão de que deveria ser o mesmo demônio surdo, já que as músicas são escutadas no maior volume possível. E achei que se aturar aquela sessão de descarrego era o preço a pagar para não ouvir mais aquelas músicas, seria até barato...

2 comentários:

Márcia disse...

VálameDeus, é nessas horas que eu vejo como é um paraiso meu prédio e vizinhança, kakaka!
Vc podia ser repórter policial, Thaty!

Thaty disse...

Ih Márcinha, agora tá um paraíso, pq estas coisas só acontecem de quando em quando. Antigamente é que era um bafafá dos diabos!! rsrs Agora, repórter eu já sou. Falta só alguém me empregar...kkkk