terça-feira, abril 25, 2006

Domingo de competição. Mais de 40 barcos na água e o dia começara sem vento e com muito sol. O barco praticamente se arrastou até a linha de largada, boiando devagar, com a brisa fraca. À medida que íamos chegando, o vento ia aumentando. E chegou a um ponto ideal!!

Tudo pronto, velas ajustadas, tripulação a postos, relógio cronometrando o tempo. Dá a largada. Saímos no meio do bolo, confusão atrás, gente gritando, nem olhamos muito pra ver quem estava se embolando. Largamos bem, estávamos nos preparando para uma manobra quando olho e vejo todos os barcos voltando. Penso: "que droga! Anularam a largada e eu não ouvi nada". Fazemos a volta também.

Tudo de novo: velas ajustadas, tripulação a postos, relógio cronometrando o tempo. Largamos bem novamente. O vento aumenta, as tripulantes sobem para equilibrar o barco, a timoneira procura a primeira bóia a ser contornada. Primeira cambada (manobra para mudar o barco de rumo), ajuste nas velas, o vento continua bom.

Chegando próximo à margem, preparando para dar mais uma cambada e... bum!!! O barco começa a rodar em torno de si mesmo, sem controle. Só tenho tempo de gritar para as meninas: "solta tudo, solta tudo!!" Nem sei o que aconteceu a bordo. Em minha mente vejo flashes: minha irmã "embolada" com um cabo, tripulantes pra todos os lados, soltando todos os cabos. Grito novamente: "baixa tudo, baixa tudo!!". Corro para a proa, ajudo uma das velas a descer, enquanto as meninas baixam a outra.

O barco pára de rodar. Eu sento e explico para 4 caras atônitas que me observam: "o leme quebrou". Sem leme, nada de controle do barco. Com velas em cima e vento forte, é como um carro acelerado a toda e sem os comandos do volante.

À deriva no meio do lago, sentamos e rimos. Nunca fizemos uma manobra tão rápida e precisa antes! Uma delas comenta: "o que não é o stress..." hehehe Fiz uma arrumação provisória no leme para termos um pouco de rumo e ligo para meu namorado, que está no clube, para que nos arrume um socorro. Enquanto isso, abrimos refrigerantes e latinhas de cerveja: hora do relax.

No clube, outra novela se desenrola. O Gustavo procura algum marinheiro para nos socorrer e o único que encontra não dá muita bola. Dá duzentas desculpas para justificar não nos buscar. Até que pergunta a ele: qual é mesmo o problema? E ele responde: não sei direito não, parece que tá entrando água no barco. Resposta correta!!! (para o cara, é claro) Só assim ele se convence e vai nos buscar.

Fim de regata para o Hakuna Matata. Mas, é claro, não foi o fim do domingo e nem o fim da diversão. Afinal...

"Os seus problemas, você deve esquecer.
Isso é viver, é aprender.
Hakuna Matata!!"


O causador de nossas "voltinhas" em torno de nós mesmas no meio da regata: o leme quebrado

2 comentários:

Héctor disse...

Tati.. como sempre tuda regata tem o seu... mas nunca deixam de nos deixar o sabor de quero mais, mesmo quando tudo é adverso e até chegamos pensar.. "o que eu fez para estar aqui? nao velejo mais neste tipo de navegação!" é só chegar a terra para perceber que já voltamos nos inscribir para a próxima regata.
Boms Ventos! teu sempre amigo
Héctor

Márcia disse...

A descrição parecia cena de filme. Ainda vou ver este barco cruzar a linha de chegada, hehe! Ué, lago tem linha de chegada?! Bóia, né?! rsss