Contos do Vigário e outras enganações

sexta-feira, abril 07, 2006

Frequentemente recebemos mensagens comoventes, relatando dramas de pessoas doentes, sequestros, fim do 13º salário, transplante de rins involuntários, e por ai afora.

A maior parte destas notícias, entretanto, não é verdadeira. Mas o pior é que são passadas para a frente imediatamente. Ninguém se dá ao trabalho de verificar sua autenticidade.

Se voce nao sabe se a noticia é verdadeira, verifique-a antes de passá-la para a frente.

O número de mensagens com fatos absurdos, denúncias vazias e mentiras cabeludas que todos nós recebemos diariamente já é suficientemente grande. Antes de mandar esse tipo de mensagem, de uma olhada no site QuatroCantos. Um outro link muito bom é o site e-Farsas.

A grande maioria das noticias em que aparecem as palavrinhas magicas "REPASSE PARA O MAIOR NUMERO DE PESSOAS POSSIVEL" ou é boato, ou é besteira. Os sites acima catalogam um grande número dessas mensagens.

Voce pode tambem entrar no Google e por como palavras-chave uma frase extraida do texto. Nao demora muito para encontrar um desmentido se a noticia for mentirosa (geralmente é). Enfim, não faça papel de bobo :-)

Fonte: site Dicas-L

Impaciência

Cansei de tentar fazer com que as coisas sejam do jeito que eu espero que sejam.
É mais fácil não querer mais, ou querer diferente.

Cansei de ser do jeito que eu sou e desejar que as outras pessoas compreendam.
É mais fácil apenas ser, ou ser diferente.

Cansei de achar que os meus problemas podem ser divididos.
É mais fácil entender que eles são meus e ponto final.

Cansei de tentar achar natural que a gente deve se doar sem esperar nada em troca.
É mais fácil não me doar, ou me resignar.

Cansei de pensar demais sobre qual é o caminho certo a ser seguido.
É mais fácil escolher um caminho e seguí-lo, sem olhar para trás.

Cansei de falar, falar e não ser ouvida.
É mais fácil não contar.

Cansei de tentar compartilhar os mesmos sonhos e os mesmos objetivos.
É mais fácil sonhar o meu sonho e deixar que os outros sonhem os deles.

Cansei de acreditar que um dia vou acordar e as coisas vão estar do jeitinho que eu sonhei.
É mais fácil não sonhar e conviver com a realidade.

Cansei.
Afinal, paciência nunca foi mesmo a minha melhor qualidade...

Cantarolando...

...para ver se o dia amanhece um pouco mais feliz.


Mas quem disse que eu te esqueço
Beth Carvalho (mas também imperdível na versão da D. Ivone Lara)

Tristeza rolou dos meus olhos,
De um jeito que eu não queria.
E manchou meu coraçao,
Que tamanha covardia.

Afivelaram meu peito,
Pra eu deixar de te amar.
Acinzetaram minh'alma,
Mas não cegaram o olhar.

Saudade amor, que saudade!
Que me vira pelo avesso
E revira o meu avesso.
Puseram a faca em meu peito,
Mas quem disse que eu te esqueço,
Mas quem disse que eu mereço?

Notícias verdadeiras - mas que parecem mentira

quinta-feira, abril 06, 2006

Para rir um pouquinho...

Chinês tenta vender sua alma na Internet

Um rapaz de 24 anos tentou vender sua alma no mais popular site de leilões da China e conseguiu obter 58 lances antes dos operadores excluírem sua oferta da página.
"Foi apenas um impulso", explicou o vendedor, que não quis se identificar.

O chinês explicou que o lance inicial por sua alma era de 10 yuanes (US$ 1,23). No final dos 58 lances, o valor chegou a 681 yuanes (US$ 84) . Mas os responsáveis pelo site decidiram que a oferta não era apropriada e deletaram o anúncio assim que a notícia ganhou repercussão na imprensa.

"Nós retiramos a oferta porque achamos que apenas Deus pode controlar as almas", explicou o porta-voz do site Taobao. "Além disso, as almas não podem ser vendidas já que não são vistas ou tocadas".

Após cirurgia, homem manda carta-bomba ao médico

Um americano confessou ser culpado por uma acusação de uso de armas de destruição em massa depois de enviar uma bomba para o médico que fez sua operação de aumento de pênis.
Brett R. Steidler, 25 anos, de Reamstown, EUA, mandou pelo correio uma carta-bomba em fevereiro de 2005 porque estava "extremamente descontente com os resultados" da cirurgia que custou US$ 8 mil, disse a advogada assistente Jennifer Arbitter Williams em um documento do processo.

Steidler alertou as autoridades antes da chegada da bomba ao destinatário, o dispositivo foi encontrado pelos correios e desativado. O advogado de defesa, Luis A. Ortiz, disse que Steidler está mentalmente perturbado e lembrou a diferença entre a pena de 2 anos por mandar uma carta-bomba, e a pena de 4 a 8 anos para o crime de uso de armas de destruição em massa.

"Vocês não devem enquadrar este homem junto a pessoas que dirigem um caminhão cheio de explosivos ou usam antraz, ou fazem terrorismo por razões políticas", disse Ortiz. A sentença será dada o dia 7 de julho, pelo juiz distrital Lawrence F. Stengel.

Sogra e três mulheres interrompem quarto casamento de polígamo

Um suposto polígamo cambojano foi atacado no altar quando estava se casando pela quarta vez. Quatro mulheres, três que alegam ser suas esposas e outra que disse ser uma de suas sogras, interromperam a cerimônia.

A mulher que seria a quarta esposa de Pearon, que não foi identificada, cancelou o casamento após a confusão.

Segundo confirmou a polícia do distrito de Phnom Srouch, na província de Kampong Speu, o incidente, ocorrido no sábado, foi liderado por Ouk Poly, 35 anos, que alegou ser a primeira esposa de Tang Pearon, 36 anos. Poly exigiu que o casamento fosse interrompido porque não tinha recebido nenhum documento oficial que indicasse que eles estavam divorciados.

O policial acrescentou que Poly começou a gritar que não estavam divorciados enquanto destruía a decoração tradicional do casamento e jogava os restos nos convidados. Outras duas mulheres, que também se identificaram como esposas de Pearon, e outra que assegurou ser uma de suas sogras se uniram a Poly e também começaram a destruir o local da cerimônia.

"A primeira esposa, Ouk Poly, disse aos convidados que Tang Pearon se casou com ela em 1992 e que o divórcio ainda não havia sido efetuado. Ela também acusou que ele não está ajudando na criação dos dois filhos do casal 10 e 12 anos", disse Tol Ton. As autoridades não forneceram os nomes das outras mulheres, nem explicaram como se conheceram ou como chegaram ao casamento. A fonte indicou que a polícia investiga o caso, mas não sabe se haverá alguma acusação.

Homem bate o carro ao usar cobra viva como colar

Um americano bateu seu carro ao perder o controle do volante porque sua cobra de estimação decidiu atacá-lo. Testemunhas afirmam ter visto Courtlans Page Johnson, 30 anos, dirigindo de maneira perigosa e caótica até bater seu carro, um PT Cruiser, em diversas barreiras do canto de estrada, em Naples, Estado da Flórida, por volta das 9 horas da manhã de terça-feira.

Ele saiu do carro lutando contra uma cobra e, após se livrar do animal, voltou ao veículo e foi embora. Embora estivesse com cortes no rosto e alguns ferimentos menores, Johnson não precisou de cuidados médicos.

Quando a polícia encontrou Johnson em sua casa, ele disse ter batido em um outro carro. Os policiais então o conduziram a um interrogatório mais detalhando, e o motorista admitiu ter entrado em pânico quando a cobra, que ele carregava enroscada no pescoço como um colar, o atacou.

Johnson agora responde a uma acusação por fugir de um local de acidente.

Reflexão

quarta-feira, abril 05, 2006

Defenda a sua paz.

Se lá fora há rebuliço, violência e depressão,
não permita que penetrem em você.

Recorra aos pensamentos de ânimo e confiança
em si e se reconheça como ser precioso que
não pode ser manchado. Sinta estar
saudável, forte, vibrante e num
grande processo que não
deve ser interrompido.

Toda adversidade cede ante o forte otimismo.

Não relegue a segundo plano a sua paz e defenda
o íntimo, como quem defende os próprios filhos.

A higiene mental é a calma dos pensamentos.

Lourival Lopes
Extraído de "Otimismo todo dia"

segunda-feira, abril 03, 2006

SER MÃE

Antes de ser mãe eu fazia e comia os alimentos ainda quentes. Eu não tinha roupas manchadas. Eu tinha calmas conversas ao telefone.

Antes de ser mãe eu dormia quanto eu queria e nunca me preocupava com a hora de ir para a cama. Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes.

Antes de ser mãe eu limpava minha casa todo dia. Eu não tropeçava em brinquedos, nem pensava em canções de ninar.

Antes de ser mãe eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas ou não. Imunizações e vacinas eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe ninguém vomitou nem fez xixi em mim, nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe eu tinha controle sobre a minha mente, meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos. Eu dormia a noite toda.

Antes de ser mãe eu nunca tive que segurar uma criança chorando para que médicos pudessem fazer testes ou aplicar injeções. Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam. Eu nunca fiquei gloriosamente feliz
com uma simples risadinha. Eu nunca fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe eu nunca segurei uma criança só por não querer afastar meu corpo do dela. Eu nunca senti meu coração se despedaçar quando não pude estancar uma dor. Eu nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina pudesse mudar tanto a minha vida. Eu nunca imaginei que pudesse amar alguém tanto assim. Eu não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora do meu próprio corpo. Eu não conhecia a felicidade de alimentar um bebê faminto. Eu não conhecia esse laço que existe entre a mãe e a sua criança. Eu não imaginava que algo tão pequenino pudesse fazer-me sentir tão importante.

Antes de ser mãe eu nunca me levantei à noite a cada 10 minutos para me certificar de que tudo estava bem. Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe. Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes.

Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus, por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo.

Obrigada Deus por permitir-me ser Mãe!
Texto disponível no site Reflexão de Vida

Para três amigas especiais

domingo, abril 02, 2006

A mensagem abaixo vai especialmente para três amigas minhas, muito especiais, que moram em meu coração. Dai, Marcinha e Lú: saibam que meu coração e meu ombro está sempre aqui, esperando por vocês...

ISSO TAMBÉM PASSA
O Chico passava por grandes dificuldades. Problemas gigantescos se avolumavam sobre sua cabeça. Eram tão gigantescos que ele perguntou ao espírito Emmanuel se não era possível rogar às esferas superiores um conselho de Maria de Nazaré, que ajudasse naqueles dias tão difíceis.

Alguns dias se passaram, quando o espírito de Emmanuel lhe disse que o generosos espírito de Maria havia atendido ao seu pedido, enviando-lhe a seguinte frase: isso também passa.

A frase foi para mim como anestesia sobre uma dor imensa, disse-nos o Chico. Fez-me tanto bem que a escrevi num papel e o coloquei sobre a cabeceira de minha cama. Todas às noites e todas as manhãs eu lia, sentindo grande consolo.

Certo dia, um amigo ao entrar em meu quarto, achou a frase muito interessante, e disse;

- Chico vou fazer o mesmo; colocar esta frase sobre a cabeceira de minha cama.

- Faça isso mesmo, meu filho, mas não se esqueça de que o espírito Emmanuel também me disse que ela serve tanto para os momentos tristes, como para os momentos alegres.

Do livro Kardec Prossegue, de Adelino da Silveira
Busca e Acharás - Junho de 2000

Mãe chata

sábado, abril 01, 2006


Meus pais foram muito chatos comigo e com a minha irmã. Espero ser tão chata quanto eles com o Vítor!

(desconheço o autor da mensagem)
"Enquanto outras crianças comiam doces no café da manhã, eu tinha que "engolir" copo de leite. Enquanto os outros bebiam refrigerantes o dia todo, minha mãe dizia: "Água ou limonada são muito mais saudáveis".

Ela insistia em saber onde eu estava o tempo todo. Dá até pra pensar que eu era o seu pequeno escravo. Ela fazia questão de ficar a par de tudo o que eu fazia e de quem eram os meus amigos. Confesso envergonhado de
que às vezes, até levava uma pequena surra dela. Imaginem só, bater numa criança só porque ela respondeu mal ou desobedeceu.

Minha mãe ousou quebrar a Lei de Proteção ao Menor. Verdade. Ela me fazia trabalhar. Eu era obrigado a lavar louça, arrumar minha cama e guardar minhas roupas, enfim..,todas essas coisas horríveis que fazem parte do "trabalho doméstico".

Ela insistia em que eu devia falar sempre a verdade e nada mais do que a verdade. E dizia: - Uma mentira leva a outra e cada vez fica mais difícil voltar à verdade.

Ela sempre me obrigava a fazer a lição de casa antes de brincar e eu só tinha a permissão para assistir a determinados programas de televisão que ela mesma escolhia. E tudo isso sem mencionar que eu tinha que dormir cedo.

Sempre eu tinha aquela sensação de que minha mãe era a mãe mais chata do mundo. Podia eu fingir que estava doente e ficar na cama num dia de chuva e faltar à aula? Jamais. E ainda mais, exigia de mim boas notas na
escola. Inadmissível um vermelho no boletim.

As sextas-feiras à noite, tínhamos reunião de família (que chatice), enquanto meus amigos iam ao cinema e organizavam festinhas.

Quando adolescente poucas coisas mudaram. Enquanto meus amigos ganhavam seus próprios carros, eu tinha que trabalhar para poder comprar o meu. Eles ganhavam mesadas dos pais, mas eu era obrigado a prestar
contas de todos os meus gastos.

E sempre com minha mãe atrás, consegui completar (e com que esforço) o colegial. E em seguida, a faculdade. Mamãe jamais me perdia de vista, vigiando-me para que eu sempre, enfrentasse a realidade, sem jamais
poder me esquivar de alguma situação mais difícil; e, é claro, sempre, exigindo que eu falasse unicamente a verdade.

Mamãe obrigou-me a crescer como adulto honesto e educado, temente a Deus e com um amor que só hoje posso compreender. A mãe mais chata do mundo é a pessoa que me tornou o homem que sou hoje.

E agora, quando vejo muitos dos meus amigos que obtinham tudo sem qualquer esforço, com uma mãe bacana "demais" - então eu entendo e dou ainda mais valor a minha mãe.

Ela me ensinou a dar o verdadeiro valor às coisas, com ela aprendi a pensar não somente em mim, mas também na família e nos amigos, a lutar com empenho pelos meus ideais e a dizer sempre somente a verdade.

Agora quando meus filhos chamam a mim e minha esposa de chatos, pelas mesmas razões, fico tranqüilo e tenho a certeza de que algum dia, eles compreenderão, porque são o que há de melhor em nossas vidas. "

Amo você

quinta-feira, março 30, 2006

Hoje acordei com vontade de fazer aflorar o meu lado mais brega. Mas por um excelente motivo, é claro!!

"Amo você,

Eu amo você!

Você tem carta branca nesse meu coração

Amo você!

Estou de corpo e alma entregue em suas mãos

Quero dizer,

Que ninguém no mundo vai te amar assim

É tanto amor, que esqueço até de mim"
Carta Branca - Araketu

Mais do mesmo

quarta-feira, março 29, 2006

Mais um pouquinho daquele livro que citei anteriormente - "P.S. Eu te amo"

"P.S. Nunca se aprendeu nada que valesse a pena em dez lições fáceis.

Eu te amo,
Mamãe"

"P.S. Durante uma entrevista, o ator Michael Caine contou que a mãe dele o estimulava a ser como o pato - calmo na superfície, mas por baixo sempre batendo os pés como o diabo.

Eu te amo,
Mamãe"

"P.S. Já observei que muitos de nós estamos gastando dinheiro que não fizemos por onde ganhar, para comprar coisas de que não precisamos,a fim de impressionar pessoas de que não gostamos.

Eu te amo,
Mamãe"

Memórias

terça-feira, março 28, 2006

Esta noite sentei-me no chão para assistir a uma das minhas séries favoritas. No meio do programa, olho para a estante que está a minha frente, logo abaixo da tv, e um livro me chama a atenção. Eu o pego e reconheço, com alegria, um livrinho que comprei em 12 de janeiro de1993 (uma das minhas manias é anotar no livro o dia em que o comprei), quando eu tinha 14 anos.

É o "P.S. Eu te amo - Quando Mamãe escrevia, ela sempre guardava o melhor para o fim", de H. Jackson Brown Jr. Ele selecionou, nas cartas que recebia da mãe, as mensagens que mais lhe agradaram e reuniu neste livro. Sempre gostei de lê-lo por causa de suas mensagens curtas, mas cheias de sabedoria e significados. Divido uma delas com vocês, mas também com o intuito de dedicá-la a uma pessoa em especial. Sei que ela vai entender quando ler...


"P.S. A coisa mais importante que um pai pode fazer pelos filhos é amar a mãe deles.

Seu pai faz a parte dele maravilhosamente bem.

Eu te amo,
Mamãe"

Meu P.S.: Eu também concordo que pai não é aquele que gera, e sim aquele que cria.

Presente que recebi:

Poema Novo

É dificil dizer,
se reconhecer de novo,
perdido na estrada,
buscando palavras,
pra mostrar o amor.

é dificil crer
e ter que mostrar
o que devia ser,
e estar no ar.
Te dou mais uma flor

pra ver
se o sorriso retorna
e cura nossa vida,
cicatriza a ferida
que causei sem querer!

E se não bastar,
meu carinho e olhar,
lhe tirar um suspiro,
meu amor em desespero
vira agora um novo tema
para mais este poema!

O retorno do Hakuna Matata

domingo, março 26, 2006



Esqueci de contar: desde o domingo passado (19/03) que a tripulação feminina do Hakuna Matata voltou a singrar as águas do lago Paranoá.

"Os seus problemas, você deve esquecer
Isto é viver, é aprender
Hakuna Matata!!"


Bons ventos...

sexta-feira, março 24, 2006

Finalmente parece que os bons ventos voltaram a soprar em minha vida: a partir da próxima semana não serei mas apenas dona de casa e mãe. Sim, finalmente consegui um emprego!!!!!

Obrigado a todos que me acompanharam, torceram, lutaram e venceram junto comigo. Vocês são maravilhosos!!

Rave

Retirado do blog O Piadista

Chantagista, eu??

quarta-feira, março 22, 2006

Sempre tentei ser uma pessoa correta. Talvez seja uma característica do meu signo (libra), mas sempre tentei ser justa, imparcial, ver os dois lados. É claro que nem sempre consegui, mas acho que valeu a pena tentar. Também sempre tentei fazer as coisas do jeito mais correto possível e achava algumas coisas o fim do mundo.

Ser mãe mudou bastante a minha visão das coisas. Eu era completamente contra a chantagem. Atualmente, estas frases abaixo têm feito parte do meu dia-a-dia:

"Se comer tudo vai ganhar suco"
"Se comer tudo vai ganhar beijo"
"Menino bonito não faz pirraça"
"Quer passear de carro? Então obedeça a sua avó e nada de pirraça"
"Não é mais bebê? Bebês é que usam fraldinha, criança usa cuequinha..."

Se eu fico com peso na consciência?? Nem um pouquinho!! rsrs

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P.S.: A Marcinha postou um comentário sobre o post "Eles crescem..." dizendo que os filhos querem crescer, mas para os pais eles serão sempre "os bebês da mamãe". Pois bem, o Vítor resolveu subverter esta teoria no momento em que eu comecei a me aproveitar que ele não quer mais ser bebê pra tirar as fraldas, pra comer, pra não fazer pirraça, pra não chorar na escola...

Agora ele fala: Vítor é bebê, é bebê! rsrs

Muita responsabilidade pro gosto dele!

Contradição

terça-feira, março 21, 2006

Passo os dias morrendo de sono. Quero dormir até meio-dia (claro que não posso), quero dormir a tarde inteira (claro que também não posso). Então chega a noite e eu vejo as horas passarem: meia-noite, uma, duas da manhã...

Se eu não sinto sono? Claro que sinto, muito!! Mas quem disse que eu quero dormir? Só não me pergunte o porquê. E se alguém souber, por favor me conte.

Todo dia ela faz tudo sempre igual - parte II

sexta-feira, março 17, 2006

Todos os dias eu brigo com o Vítor pra almoçar, pra colocar o uniforme e pra ir para a escola.

Todos os dias eu acesso o site da Catho e mando meu currículo pra todas as vagas de jornalismo, assistente administrativo, secretária e recepcionista que eu acho.

Todos os dias eu abro minhas caixas postais esperando uma resposta.

Todos os dias eu recebo os mesmos e-mails: correntes, informativos, arquivos pps com mensagens "lindas", avisos sobre o preço da gasolina, mudanças de telefone e endereço, entradas e saídas do orkut, mensagens "importantes" sobre vírus "destruidores"...

Eu vou sempre aos mesmos 2 bares (as vezes 3), ao mesmo shopping, às mesmas salas de cinema (pelo menos os filmes são diferentes), lancho nos mesmos lugares e pego filmes na mesma locadora.

Todos os dias eu dou banho no Vítor (2 ou 3), faço mingau, dou lanche, coloco pra dormir.

Todos os dias eu vejo praticamente os mesmos seriados e durmo à mesma hora.

Antigamente eu sabia a hora que eu acordava, mas nunca sabia a que hora iria dormir. Eu podia estar em Brasília ou em algum lugar do interior acompanhando uma invasão dos sem-terra. Eu podia ficar na assessoria ou visitando a nova usina hidrelétrica. Eu podia ficar no escritório ou cobrir a coletiva do ministro da educação. Eu podia ficar na matriz ou estar planejando o próximo jornal, festa de aniversariantes do mês ou o jornal mural da semana.

Antigamente eu ia sempre ao mesmo bar, encontrava as mesmas pessoas e ouvia as mesmas músicas. Mas todos os dias eu conhecia novas pessoas, conversava sobre assuntos diferentes e tinha uma novidade para ouvir ou para contar. E sempre terminávamos a noite em algum outro barzinho, tomando a "saideira".

Antigamente eu sabia onde estaria no fim de semana: dentro de um barco. As vezes passeando por lugares já conhecidos, as vezes conhecendo novos cantinhos, as vezes correndo regatas. As vezes com o Vítor, as vezes com saudade dele.

Antigamente eu poderia ser surpreendida por um buquê de flores no meio do dia ou por um cartão virtual.

Se ao menos isso fosse surpreendente, eu mandaria flores para mim mesma...

Eles crescem...

Diálogo comum há 6 meses:
(Vítor com 1 ano e 8 meses)

- Cadê o bebê bonito da mamãe??

E ele, batendo a mão no peito, dizia:

- Tá "ki" o bebê "bunito" da mamãe!!

Diálogo atual:
(Vítor com 2 anos e 2 meses)

- Cadê o bebê bonito da mamãe??

- Não é bebê, mamãe!!

- Não? Então o que o Vítor é?

- "Quiança"!

terça-feira, março 14, 2006

Enquanto eu fazia minha caminhada (é, finalmente tomei coragem para recomeçar), ouvi esta música e achei a letra um barato!!

P.S.: Pra quem não é muito ligado em instrumentos, isto é um surdo:

O Surdo
Alcione
Composição: Indisponível

Amigo, que ironia desta vida
Você chora na avenida
Pro meu povo se alegrar

Eu bato forte em você
E aqui dentro do peito uma dor
Me destrói
Mas você me entende
E diz que pancada de amor não dói

Meu surdo, parece absurdo
Mas você me escuta
Bem mais que os amigos lá do bar
Não deixe que a dor
Mais lhe machuque
Pois pelo seu batuque
Eu dou fim ao meu pranto e começo a cantar

Meu surdo, bato forte no seu couro
Só escuto este teu choro
Que os aplausos vêm pra consolar

Meu surdo, velho amigo e companheiro
Da avenida e de terreiro,
De rodas de samba e de solidão
Não deixe que eu vencido de cansaço
Me descuide desse abraço
E desfaça o compasso do passo do meu coração

Amigo, que ironia desta vida
Você chora na avenida
Pro meu povo se alegrar

Eu bato forte em você
E aqui dentro do peito uma dor
Me destrói
Mas você me entende
E diz que pancada de amor não dói

Novidades náuticas - a realização de um sonho

sexta-feira, março 10, 2006

Meu pai tem um sonho antigo, que ele sempre alimenta: o de se aposentar e morar em um barco. Esta semana, mais um passo foi dado em direção à realização deste sonho. O casco chegou à Brasília, de caminhão, vindo de Petrópolis.
Até que ele esteja pronto para velejar levará ainda alguns anos, mas cada momento que leve à realização de um sonho é sempre digno de comemoração!!!








Depois da tempestade...


Hoje o dia foi muito mais tranquilo. Nem sinal daquelas nuvens carregadas de raios e trovões que desabaram em mim ontem. É bem verdade que também evitei um fato causador de stress: não levei o baixinho à aula. O resultado foi que passamos todos o dia muito bem, entre beijos e abraços.

Deixa o stress pra segunda-feira...

quinta-feira, março 09, 2006

As pessoas costumam reagir de modo interessante quando encontram outra triste por algum motivo: dizem que o problema dela não é tão grave assim, que existem milhares de pessoas com outros problemas piores. Ainda completam assim: "olhe pelo lado bom, pelo menos você tem..."
O resultado disso é que acabamos minimizando a dor que sentimos, nos achando indignos de sentir tristeza quando tanta gente pelo mundo sofre mais. Engolimos a dor e, se não conseguimos colocar isso pra fora, nos tornamos deprimidos, ganhamos gastrites, úlceras e até câncer.
Por isso, aviso logo: não minimize a minha dor! Sei que há guerras, fome e muita tristeza no mundo, mas a minha tristeza não é relevante e nem me torno indigna por colocá-la para fora. Na verdade, me sinto bem menos triste depois de passar algumas horas lavando a alma com minhas lágrimas...

Texto interessante, que li no blog "As Filhas do Dono". Vale a pena conferir!!

"Ah, como deve ser boa a vida das mulheres frágeis; elas sempre têm alguém que carregue os embrulhos, preencha o Imposto de Renda, troque o pneu do carro, e por aí vai. As fortes fazem tudo sozinhas, e são sempre chamadas nas horas do aperto: elas agüentam qualquer tranco, e são tão fortes que se metem até mesmo onde não são chamadas, para ajudar a resolver os problemas dos outros. Elas acreditam no personagem, veja só. É dura a vida das fortes, que não são poupadas de nada. Se alguém está com uma doença grave, é a elas que vão contar; se a namorada do sobrinho ficou grávida, são as primeiras a saber, e quando alguém da família é preso com uma trouxinha de maconha, são imediatamente chamadas para as providências de praxe... fora os problemas financeiros, é claro. Enquanto isso, os pais e mães desses jovens adoráveis estão tomando uma vodca na beira da piscina sem saber de nada... eles não agüentariam um choque desses e precisam ser poupados, porque são frágeis. Existe sempre alguém para cuidar dos frágeis, seja um parente, um amigo, até um vizinho, que bate na porta preocupado com o silêncio e para saber se ela está precisando de alguma coisa. Uma mulher frágil é mais frágil que um recém-nascido, e como os homens adoram o papel de protetores para se sentirem fortes e poderosos, é a união perfeita da fome com a vontade de comer. Quando elas ficam doentes, um verdadeiro exército é mobilizado; um leva revistas, o outro um embrulhinho com pêras, maçãs e uvas, e se ela não tem empregada não falta quem vá para a cozinha fazer uma canjinha. Preste atenção que vai perceber que essas mulheres frágeis são indestrutíveis. As fortes, na hora de uma crise de coluna, se arrastam até a geladeira para pegar um copo de água, e se alimentam o fim de semana inteiro com uma barra de chocolate, pois ninguém telefona para saber se precisam de alguma coisa. E elas, verdade seja dita, preferem morrer de inanição a pedir socorro, para não cair o tipo. Há uma pesquisa a ser feita: uma mulher frágil nasce frágil ou escolhe essa profissão para se dar bem na vida? Por que elas se dão bem, e sempre encontram um homem talvez ainda mais frágil do que elas para cuidá-las, acarinhá-las e cuidar para que nada as atinja, nunca? Afinal ela é tão frágil, coitadinha. Enquanto isso as fortes se acabam de trabalhar, e são elas que saem dos supermercados com pacotes de compras sem que ninguém se proponha a dar uma ajuda, mesmo que modesta. Somos todos estimulados a ser fortes, mas boa vida mesmo levam as frágeis, daí a dúvida: não seria melhor que as mães, os pais e os colégios ensinassem as crianças a ser frágeis, pois sempre haverá alguém para cuidar delas pela vida toda? E aliás, qual a vantagem de ser forte, além de saber que um dia alguém se referiu a ela dizendo "aquela é uma mulher forte"? Um grande elogio, é verdade. Mas e daí? Toda mulher forte tem desejos secretos que não conta nem a seu travesseiro: que alguém, e não é preciso que seja um homem faça um gesto por ela, de vez em quando. Nada de muito importante; apenas um cuidado, do tipo dizer que a está achando pálida, perguntar se tem se alimentado direito, pegar pelo braço e levar para tomar uma vitamina bem forte. Sabe qual é o sonho dourado de uma mulher forte? Ter uma gripe com 38º de febre e poder ficar na cama. Mas para ela até ter uma gripe é difícil, pois uma mulher forte não adoece; e se isso acontecer, o mais difícil vai ser receber ajuda, pois uma mulher forte não deixa que ninguém faça nada por ela, mesmo precisando desesperadamente, para não passar por frágil. E é capaz de preferir se deixar morrer de tristeza, solidão e sofrimento a pedir socorro seja a quem for. Como são frágeis, as fortes"...
Danuza Leão

Agradecimentos

É muito bom saber que nossas palavras não estão soltas ao vento. E é muito bom receber o retorno disso, saber as opiniões, os conselhos... Por isso, aqui eu quero agradecer aos que me deixam posts e recadinhos!!

MUITO OBRIGADA ãqueles que lêem e escrevem sempre!! MUITO OBRIGADA àqueles que lêem e escrevem de vez em quando!!

P.S.: Só para atualizar um pouco, o Vítor continua chorando todos os dias antes de ir para a escola e eu continuo com o coração apertado. Mas interrompemos o desfralde para que ele se sinta um pouquinho mais seguro com a situação. Espero que ajude...

Todo dia ela faz tudo sempre igual

terça-feira, março 07, 2006

E os dias passam, todos iguais, um atrás do outro. Em todos os dias faço exatamente as mesmas coisas, com pequenas variações. Me sinto cada dia mais envolvida nesta teia que me prende os movimentos e da qual não consigo sair. Me sinto tão presa, que chego a não ter vontade de fazer mais nada.

Nunca fiquei tanto tempo sem trabalhar. Nunca fiquei tanto tempo enfurnada dentro de casa. Nunca estive tão cheia de dívidas. Confesso que o desânimo me bateu e eu relaxei a procura. Depois de tantos "nãos", cheguei a perder parte da minha auto-estima e da minha esperança.

Não me sinto eu mesma sem minha independência. Não me sinto eu mesma quando dependo dos outros para tomar uma simples cerveja no bar ao lado ou comprar uma tinta para mudar a cor do meu cabelo. Não me sinto eu mesma quando penso que tenho quase 30 anos e ainda não tenho uma carreira, coisa que sempre tive. Não me sinto eu mesma sabendo que tão cedo não poderei ter o meu canto, para poder criar o meu filho do jeito que ele precisa e merece.

Eu sei, dinheiro não traz felicidade. E não falo por demagogia: falo porque sei que realmente não é garantia de que eu seria mais feliz se tivesse mais dinheiro. Mas o que eu preciso, primeiramente, é de um trabalho. O resto vem, são os frutos do que a gente planta. Mas esta colheita é a mais difícil da minha vida...

Ainda estou sendo provada como mãe. Deveria existir um livro de instruções que dissesse o que fazer e o que não fazer, com certeza. Mas são tantas teorias, práticas, experiências, tentativas e tudo o mais, que não sabemos onde pisar. Ainda mais quando se tem que tomar as decisões sozinha.

Achei que o melhor para o meu filho fosse ir para uma escolinha, ter contato com outras crianças, brincar mais, explorar toda a capacidade que sabemos que ele tem. Achei que isso fosse fazê-lo ser mais independente, ter mais segurança para fazer as coisas sozinho. Mas o que tem acontecido é exatamente o contrário: ele cada vez se agarra mais em mim, cada vez ele aceita menos a minha ausência, todos os dias ele chora ao ser deixado na escola.

Não sou uma mãe super protetora. Pelo menos não até onde eu sei e onde eu tento ser. A cada dia crio uma nova maneira de fazer com que ele vá sem chorar, uma criatividade sem tamanho. Achei que com o tempo isso passaria, mas ainda não passou. E não tem jeito, fico me perguntando: será que não estou agindo errado? Será que ele ainda não está pronto e eu o estou forçando? Cadê o caderninho com as respostas?

Ainda há outras questões assombrando minha cabecinha, mas ainda não estão maduras suficientemente para sair pelo mundo. Quem sabe depois que terminar o período de incubação?

Ano de eleições

quarta-feira, março 01, 2006

Piadinha que recebi por e-mail, do amigão Hector.
Um senador está andando tranqüilamente quando éatropelado e morre. A alma dele chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro na entrada.

-"Bem-vindo ao Paraíso!"; diz São Pedro."Antes que você entre, há um probleminha". Raramente vemos parlamentares por aqui, sabe, então não sabemos bem o que fazer com você.

-"Não vejo problema, é só me deixar entrar", diz o antigo senador.

-"Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte:Você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade".

-"Não precisa, já resolvi. Quero ficar no Paraíso", diz o senador.

-"Desculpe, mas temos as nossas regras."

Assim, São Pedro o acompanha até o elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta se abre eele se vê no meio de um lindo campo de golfe. Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado. Todos muito felizes em traje social. Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo.Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar.

Quem também está presente é o diabo, um cara muito amigável. Que passa o tempo todo dançando e contando piadas. Eles se divertem tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora.Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe. Ele sobe, sobe, sobe e porta se abre outra vez. São Pedro Está esperando por ele. Agora é a vez de visitar o Paraíso.

Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando.Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.

-"E aí? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna".

Ele pensa um minuto e responde:

-"Olha, eu nunca pensei ... O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno."

Então São Pedro o leva de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo. Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos. O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do senador.

-" Não estou entendendo", - gagueja o senador - "Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados!!!"

O diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz:

-"Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto..."

Tudo o que é bom deve ser divulgado

Li este texto hoje no blog "Dia de Folga". Delicioso!!


"Você se lembra? Existiu um tempo em que tudo era simples.

Quando você caía, sempre havia um adulto amoroso por perto. O carinho acalmava o choro e o mercúrio-cromo curava o esfolado. Hoje, você ainda cai e chora, só que não há mais colo e as feridas não cicatrizam.

Você se lembra? Antigamente, partilhava os brinquedos por duas horas com o vizinho e ele se tornava seu melhor amigo. Hoje, partilha anos de convivência antes de atribuir a alguém esse título; às vezes, nem assim.

Lembra quando contava os seus segredos para a coleguinha da escola? Você foi aprendendo, à custa de muitas decepções, que as pessoas não são confiáveis. Descobriu que elas exploram as suas fraquezas e traem os seus segredos. Dissimulam. Trapaceiam. Mentem.

Você também descobriu que ninguém gosta dos fracos. E isso lhe deu força. Descobriu que os outros se aproveitam de quem fala o que sente. Isso incentivou-lhe a frieza.

Lembra quando você corria para o telefone e desabafava com uma amiga querida? Hoje, você pega o telefone e não disca, porque sabe que ela também tem problemas e não quer aborrecê-la com os seus. Ou, simplesmente, porque as crianças estão dormindo e o barulho da ligação as acordaria.

Lembra quando chorava no primeiro ombro que se oferecia? Hoje, é difícil chorar até quando ninguém está vendo.

Lembra que costumava achar que as suas aflições eram as maiores do mundo? Hoje, você racionaliza: tem família, amigos, casa, emprego, dinheiro. Seus dramas são tão insignificantes. Na verdade, são mesmo inexistentes. Tudo não passa de bobagem. Você só quer chamar a atenção.

Você se lembra de quando não se sentia tão só no mundo?"

Carnaval

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Nada de noitadas, mas muita folia. Domingo, hotel fazenda. Segunda fomos para outro, mas não estava legal. Então decidimos ir almoçar... em Pirenópolis (150 km)!!kkkk Acabamos dormindo por lá e só voltamos hoje. Nada como ter uma família maluca e um namorado que entra na onda...

Já disse a ele que sair conosco é como voar de balão: você sabe de onde sai, mas nunca onde vai parar!!
Na piscina do hotel fazenda.
Na cachoeira.
Fazendo gracinha.
Na volta pra casa, no domingo.
Segunda à noite, em Piri.
Andando pela cidade.
Na piscina da pousada.
Preciso dizer que nos amamos MUITO?

Nada se cria...

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Adoro ler blogs inteligentes. Nada daquelas coisas de "hoje eu acordei às 6, levantei, tomei banho, fui na padaria..." Gosto de humor (sutil ou inteligente), de crônicas, de relatos interessantes sobre assuntos do dia-a-dia (ou não). Hoje achei mais um e me amarrei neste post que reproduzo abaixo. Quem quiser conhecer, é só ir em http://cyncity.zip.net/


"SÓ HOMEM...

Lava a cabeça com condicionador, porque era o que tinha no banheiro, e depois fica reclamando que aquele xampu esquisito não faz espuma e ainda deixa o cabelo dele seboso... sendo que "depois" significa "uma semana e sete lavagens dessas depois".

Pega seus disquinhos de algodão prensado de tirar maquiagem, nada baratos, pra limpar a tinta de uma BIC estourada sobre a mesa do computador, e depois te avisa que pegou uns pedaços daquela "estopa" que você guarda num potinho no banheiro.

Pode, distraído, jogar no lixo uma das suas melhores facas de cozinha, junto com outras bagunças, mas é incapaz de jogar fora caixas vazias de lasanha, leite ou o que quer que seja, deixando tudo na pia. Não, não em cima do mármore, mas dentro da pia, como se você fosse lavar e reaproveitar aquela caca.

Fofa e meigamente, lava pra você a louça do café que ele sujou, mas a xícara que ele usou consegue, depois de "lavada", ainda ter açúcar grudado no fundo e o perfume dele na asa.

Consegue usar uma roupa íntima (eu ia escrever cueca, mas acho que normalmente são só homens que usam mesmo, não? Não?! Uau. Bão, deixa pra lá...) até ela ficar tão velha, desbotada, puída, descosturada e destruída que é basicamente duas barrinhas de pernas presas por puro magnetismo a um cós de elástico semi-relaxado, e ainda adorar aquela porcaria, apesar de ter uma gaveta cheia de cuequinhas novas e lindas que você comprou pra ele.

Usar as mesmas meias duas vezes (!!!), virando do avesso da segunda vez, pra não ser muito porco (!!!!!), em vez de lavar aquela droga ou pedir que alguém lave pelamordedeus.

Ficar tão ansioso quando consegue levar "aquela" mulher pra sair, e mais tarde, pra cama pela primeira vez, que bebe até desmaiar e deixa a coitada a ver navios. Pelo som, navios carregados de porcos. Pelo aroma, porcos curtidos no álcool. Alguns ainda têm a maluca idéia de levar a moça pra jantar num restaurante mexicano e pedir chili pra diminuir o efeito da tequila. E não entendem quando a mulher nunca mais quer vê-los pela frente. E muito menos pelas costas.
Update : eu já sabia disso, porque lá em casa sempre tivemos e é ótimo, mas agora, depois dessa pesquisa, tenho ainda mais certeza de que o segredo do casamento feliz é cada um ter o seu banheiro ! Ele não precisa ver longos cabelos na sua pia nem calcinhas penduradas no box, a gente não precisa catar cotoquinhos de barba do sabonete nem cair dentro do vaso no meio da noite porque ele se esqueceu de abaixar a tampa. O resto é fichinha."

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

É tão gostoso ver que a felicidade está nas coisas mais simples...


O Mundo Anda Tão Complicado
(Legião Urbana)

Gosto de ver você dormir
Que nem criança,com a boca aberta
O telefone chega sexta-feira
Aperta o passo por causa da garoa

Me empresta um par de meias
A gente chega na sessao das dez
Hoje eu acordo ao meio-dia
Amanha é sua vez

Vem cá meu bem
Que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer
Tudo por você

Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
A mudança grande chegou
Com o fogão e a geladeira
E a televisão

Não precisamos dormir no chão
Até que é bom
Mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som

Sempre faço
Mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil
Acostumar-se com meu jeito
Agora que temos nossa casa
É a chave
O que sempre esqueço

Vamos chamar nossos amigos
A gente faz uma feijoada
Esquece um pouco do trabalho
E fica de bate-papo
Temos a semana inteira pela frente
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um pro outro:
Estou com sono, vamos dormir

Vem cá meu bem
Que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer
Tudo por você

Quero ouvir uma cançao de amor
Que fale da minha situaçao
De quem deixou a segurança do seu mundo
Por amor
Por amor

Reencarnação

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

"Nesta encarnação sou uma mulher. Na próxima quero voltar como ursa. Uma ursa hiberna por seis meses, só dorme. Antes de hibernar ela pode comer até explodir.

Uma ursa dá à luz, filhotes do tamanho de um pêssego enquanto ela está dormindo, e quando ela acorda já estão crescidinhos e fofinhos. A mamãe ursa não brinca em serviço: dá pancada em qualquer um que se meta com seus filhotes. E se seus filhotes saírem da linha ela dá bordoada neles também.

E mais: o seu parceiro espera sempre que ela amanheça rosnando. Ele espera que suas pernas sejam peludas e que ela seja gorda e sempre preguiçosa."

Autor desconhecido

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Recebi este texto hoje por e-mail e gostei. Eu bem que ando precisando de um pouco de humor na minha vida...

Em tempo: acredito em reencarnação, mas sempre na mesma espécie, tá? rsrs

Pétala por pétala


Já postei esta música aqui antes. Mas acho que ela define bem o que sinto. Presente para você, meu amor!


Pétala por pétala

A sua falta me fez ver
O que de mau a vida pode ter
E a sua volta me dá mais
De todo o mel que eu ousaria querer

Sua presença me faz rir
Dos dias feitos pra chover
Nao há revolta pra sentir
Nem há milagre pra não crer

Vinda que finda
A tinta de pintar tristeza
E deixo aos mistérios plenos de sentido
A flor da vida toda

Pétala por pétala
Que um tolo pode colher
Sem saber que é amor

Vem e aumenta em mim
O único que sou
Que subtrai do que em mim passou
É amor

Vem...

Invasão noturna

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Ontem foi dia... quer dizer, noite. Primeiro entrou um gafanhoto, grilo, sei lá o que, na minha sala. E eu que estava vendo televisão bem acomodada, deitada no sofá e com a luz apagada. Levei um susto imenso, já que ele entrou voando e fez o maior estardalhaço. Lá vou eu, com uma vassoura tentar botar o bicho pra fora. Imagino a cena para os vizinhos do prédio da frente, já que tive que acender a luz e abrir a cortina. Depois de 10 minutos de "briga", desisti e fui acordar a minha irmã pra me ajudar (tadinha!). Mais uns 15 minutos com aquele bicho voando pela sala inteira, uma confusão, até que eu consegui acertá-lo com a vassoura e o colocamos pra fora pela janela (ainda vivo. Sou contra matar bichos que não sejam baratas).

Dou boa noite pra minha irmã, deito no sofá, apago a luz e volto a ver o meu seriado. Aí, começo a ouvir um barulho esquisito. Pensei: isso é coisa da minha cabeça, estou impressionada. Volto a ver a tv. O barulho começa de novo e eu fico prestando atenção. Parece um bicho preso dentro de uma caixa. Será que não coloquei o grilo (gafanhoto, sei lá) pra fora? Será que tem outro grilo? Será que é uma barata? Lá vou eu levantar e acender a luz de novo. Procurei, procurei e nada. Só o barulho estranho, vindo de trás da cortina. Aí acabou a coragem: uma e meia da manhã, eu vendo seriado sobre coisas esquisitas... fui acordar a Paula de novo. Ela levanta, me ajuda, mas ela é mais medrosa do que eu! Não resolveu muito, fomos chamar a minha mãe. Pega a vassoura de novo, abre as cortinas de novo, procura no meio dos brinquedos do Vítor. Se algum vizinho estava acordado, deve ter se divertido com a cena.

Resolvo puxar o velotrol do Vítor e... surpresa!! Encontramos o bicho misterioso, escondido perto dos brinquedos: um morcego. E então, como tirar o bicho de lá??? Minha mãe vai pra cozinha, pega um pano de chão e joga em cima dele. Aí uma olha pra outra e fala: e agora??? A Paula é a primeira a dizer que não tem coragem de pegar, minha mãe endossa. Mas a minha coragem volta e eu pego o paninho, com cuidado e jogo (tudo) pela janela. Ainda vejo o bichinho voando pra longe. Ele deve ter pensado: tanta palhaçada por tão pouco!

Depois de tudo isso, nós três chegamos a uma conclusão unânime: faz muita falta um homem em casa....rs Tomara que o Vítor cresça logo!!

Nossa segunda visita noturna de ontem: um morceguinho

Primeiro dia de aula

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Você se lembra do seu primeiro dia de aula? Posso até apostar que não! E posso também apostar que sua mãe lembra... É, funciona assim mesmo. A gente fica super preocupada, com medo de que eles não se adaptem, que chorem, que fiquem assustados, que não queiram ficar. E eles chegam, sorriem para a professora, se entretêm com os brinquedos e mal lembram que nós existimos.

Eu não me lembro do meu primeiro dia de aula. Mas meus pais contam que achavam que eu iria chorar e eu realmente chorei... mas porque não queria ir embora da escola!! O mesmo está acontecendo agora com meu filho. Na última sexta eu o levei para fazer o teste na escolinha, ver se ele ficava bem. Ficou lá por mais de 3 horas, o máximo que ele já ficou sem alguém da família. E olha que ele estranha e não costuma se abrir com quem ele não conhece. A boba aqui é que passou a tarde inteira com o coração na mão, preocupada com a adaptação do baixinho.

Hoje recomeçamos novamente. Como teve o fim de semana, hoje é como se fosse primeiro dia outra vez. Então, estou eu aqui em casa, estranhando a ausência do meu pequeno barulhento e morrendo de saudades. Mas sabendo que este é o começo de uma nova e importantíssima fase pra ele. E pra mim também...

Modernidade

domingo, fevereiro 12, 2006

Há alguns anos, quem ia para o mar ficava incomunicável. Nada de celulares, telefones ou qualquer outro contato, a não ser para quem soubesse usar (e tivesse) um rádio específico. Hoje tudo mudou...

Estou em casa, vendo televisão. Toca o telefone e me levanto para atender. Do outro lado, uma voz masculina fala: "Boa tarde, aqui é do Serviço Marítimo da Embratel. A senhora aceita uma ligação a cobrar do senhor Maurício, do veleiro Albatroz?". Super moderno!! Ele fala pelo rádio e nós pelo telefone. Localização? Qualquer lugar do mundo onde o "veleiro Albatroz" queira e possa estar. Neste caso, algum lugar nas proximidades da ilha de Trindade, no caminho de volta para Vitória.

Daqui a alguns anos estarei ainda mais acostumada com isso. Já é líquido e certo que meu pai vai morar em um veleiro assim que se aposentar. Já até começou os preparativos para a construção do seu novo "lar", que por enquanto só tem parte do casco pronto e ainda não tem nome. A previsão é de que em uns 4 anos ele já esteja pronto e apto a navegar pelos mares do mundo.

Então, acho que muitas e muitas vezes ouvirei o rapaz me perguntar "aceita uma ligação a cobrar do senhor Maurício, diretamente de seu veleiro?"

Regata Eldorado Brasilis

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Meu pai está participando da 7ª Regata Eldorado Brasilis, que largou no último sábado (04/02) de Vitória/ES. O objetivo é chegar até a ilha de Trindade (no caminho para a África, o ponto mais distante pertencente ao Brasil) e voltar.

Todos os dias eu acompanho o site para ver onde eles estão e hoje tive boas notícias: o barco (Albatroz) deve chegar ainda hoje à ilha, após 5 dias de regata. Publiquei aí embaixo o mapinha divulgado pela organização da regata com a posição dos barcos hoje às 10 da manhã. O Albatroz, onde está o meu pai, é o número 2. O primeiro barco a chegar foi o Quiricomba, da Escola Naval.


Tempos de inatividade

Estes dias estão sendo esquisitos. Ando mal do estômago, não tenho vontade de comer direito, quero dormir o dia inteiro. Acho que é excesso de inatividade: antes eu ainda era obrigada a me mexer mais pra cuidar da casa. Agora, com empregada nova, só o que me faz levantar da cama é o Vítor... E ainda bem que eu o tenho, senão meus dias seriam de um marasmo inigualável e insuportável. Pra mim, o ano ainda não começou...

Início de um novo ano

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Já estamos quase em fevereiro. Até agora, pouca coisa mudou, então tenho poucas novidades. Temos uma nova empregada, o Vítor fez 2 aninhos e ganhou milhares de presentes legais, a escolinha me ligou e ele deve começar na semana que vem, vendi o meu barco, estou tomando remédio para tpm e estou tentando diminuir os altos e baixos no meu relacionamento.
No último domingo fomos a um hotel fazenda com os meus amigos balzac's. Quando digo "fomos" me refiro ao fato de que o Gustavo, o Vítor e o meu pai também foram. Foi muito divertido, mesmo eu não tendo feito a trilha: fiquei na piscina com o baixinho, que se divertiu a beça.
Quanto à minha ausência aqui no blog, não sei bem como explicar. Minha cabeça e meu coração estão cheios de pensamentos e palavras, mas ainda não consegui passá-los para o papel (ou tela, sei lá). É como se houvesse um grande vazio entre o pensar e o expressar. Tudo o que eu posso fazer agora é esperar que isto passe...
Eu, Vítor, Ana Sílvia e Luciana, na piscina do hotel fazenda

O pessoal se preparando para começar a trilha

Bagunças: eu Gustavo e Vítor

sexta-feira, janeiro 13, 2006







Ano Novo

Aniversário da vovó Rosalba (31/12/05)


Vovô Maurício e Vítor

Vïtor observando a mesa da ceia


Mamãe e Vítor

Voltei!

Olá meus amigos, estou de volta. Na verdade, estou de volta há um bom tempo. Mas sabe quando se está querendo um pouquinho de reclusão? Pois é, não estava com muita vontade de escrever. Agora acho que esta fase passou e voltarei a ser mais assídua por aqui.
Este foi um fim de ano muito diferente. Pensei mais na minha vida do que normalmente faço nesta época de festas. Quase terminei o meu namoro, mas no fim tudo ficou bem. Vários conhecidos da minha família também morreram, o que foi bem triste. Agora estou tentando manter o meu bom ânimo e acreditar que 2006 vai ser diferente.

Como ainda estou saindo do meu estado de reclusão, não vou escrever muito. Isso fica para os próximos dias... Mas aí vão algumas fotos!

Pausa

terça-feira, dezembro 20, 2005

Aviso aos amigos que este blog está entrando em recesso. Agora é a hora de ficar juntinho da família, de comer a comidinha da minha querida avó, de ver novos ambientes. Vejos vocês quando eu voltar!!!
P.S.: Este aí embaixo é o nosso cartãozinho de Natal, meu e do Vítor...

Boas Festas!!

Voltei

domingo, dezembro 18, 2005

Vocês devem estar estranhando o meu sumiço. Pois é, ando sem inspiração para escrever... Participei de um processo seletivo muito importante para mim, fui aprovada em 4 fases, mas não fui selecionada, no finalzinho. Isso me deixou feliz por saber que fui considerada uma profissional capacidada, mas muito infeliz por não ter sido a escolhida, pois era o cargo que eu procuro há muito tempo, na minha área.
Depois disso, fui viajar com meu amor, passei o fim de semana em Caldas, curtindo a água quente, a cerveja gelada e as maravilhas de uma viagem a dois. Agora estou colocando ordem na minha vida financeira, consegui vender meu barco (finalmente) e me preparando para passar o fim de ano com a minha família.
O que eu espero de 2006? Que os bons ventos voltem a soprar...

Reflexões de final de ano

terça-feira, novembro 29, 2005

Eu tenho falado que 2005 foi um dos piores anos da minha vida. Começo a pensar que tenho sido um pouco injusta... Realmente, não foi um ano muito fácil. Nunca passei tanto tempo desempregada e sem dinheiro. Entro e saio de estados de depressão o tempo todo, como uma montanha russa de emoções, também por causa do desemprego. Ao olhar para a minha vida hoje, me vejo de um jeito que eu nunca quis ver: em casa o dia inteiro, cuidando das tarefas domésticas e de criança.

Mas também tem o outro lado da situação. Entro e saio das minhas "depressões" porque aprendi a aceitar meus momentos de tristeza, então eles não duram muito. Vivi de perto cada uma das evoluções do Vítor e posso dizer que ensinei a ele cada coisa que ele sabe, desde escovar os dentes até velejar - coisas que acabariam sendo feitas pela (ex) babá ou pelas (ex) tias da creche. Consegui finalmente terminar minha monografia e me formar em jornalismo, depois de 9 anos na faculdade. Encontrei o amor da minha vida e, a despeito dos milhares de questionamentos que tenho comigo mesma acerca disso, estamos muito e muito felizes. Voltei a acreditar em felicidade a dois, em casamento e em viver junto até ficar velhinha... Este foi o lado bom de 2005.

Além disso, estou tendo que aprender a modificar meus milhares de defeitos para poder viver ao lado do homem que eu amo. Não que ele se incomode tanto assim com eles - ele é a pessoa mais tolerante e amorosa que eu já conheci. Mas eu é que não consigo mais viver deste jeito. Então, pouco a pouco, eu vou me reinventando (para melhor, espero).

Não vou mentir: ainda quero (muito) que 2006 seja melhor. Quero e preciso disso. Mas também posso garantir uma coisa: estou entrando em 2006 com mais maturidade, com outra visão do mundo e das coisas. Afinal de contas, como dizem por aí, só aprendemos quando sofremos...

Novos amigos

segunda-feira, novembro 28, 2005

Há umas três semanas coloquei um bebedouro para beija-flor na janela da sala. Agora, temos sempre novos amigos, como este aí em cima, o único que eu consegui fotografar. Mas temos também outros pássaros "abusados" que se aproveitam da água que fica no aparador, ali embaixo...rs
Preciso contar da alegria do Vítor? A cada 5 minutos ele vem me dizer que tem um "piupiu" bebendo água!

Velhos tempos

domingo, novembro 27, 2005


Esta foto foi tirada há algumas semanas, em um café chamado Mont Serrat, no Sudoeste. Um barato, não é?

Da esquerda para a direita: Lucas, Zé, Renato (o dono do café), meu pai (Maurício), eu e meu amor (Gu).

Companheiros inseparáveis

sexta-feira, novembro 25, 2005

Bons amigos assistem juntos o desenho do Ursinho Pooh...rs

quinta-feira, novembro 24, 2005

"O amor não tem nada a ver com sobrevivência. Tem a ver com crescimento e, se insistimos em buscar a sobrevivência, nosso crescimento será interrompido. A disposição, por outro lado, é a chave para lembrar que, depois de tantas coisas ruins, irão aparecer coisas boas, fazendo com que as experiências dolorosas se tornem lembranças. Lembranças do que não fazer e do que fazer. Essas experiências sofridas foram a maneira do amor chamar a nossa atenção. No meio de tanto tumulto interno, como poderíamos saber que estávamos sendo preparados para amar a nós mesmos e compartilhar nosso amor com outra pessoa?"
Iyanla Vanzant - Enquanto o Amor não vem

Felicidade Realista

quarta-feira, novembro 23, 2005

Recebi hoje um e-mail, do meu colega Max. No finalzinho de tudo, parte de uma poesia do Mário Quintana... fui atrás do resto. Caiu como uma luva para mim. Na verdade, acho que é mais forte: veio com tudo contra mim, como que me dizendo para acordar!! rs

FELICIDADE REALISTA
( Mario Quintana )

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.

Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

( Mario Quintana - 'Mário de Miranda Quintana' - 1906/1994 )

No fundo do lago de nossas vidas

segunda-feira, novembro 21, 2005

Chegará o dia em que nos olharemos e não te reconhecerei, porque já não serás o que foste. E tu não me reconhecerás, porque não serei o que fui. Um dia nos olharemos, mas não nos veremos, porque minha indiferença será maior que tua dor. Bem sabemos que a realidade mais íntima só aflora quando as águas baixam. Só aí percebemos as falsas virtudes que passamos a vida insistindo em exibir como se fossem verdadeiras. Só então nos chocamos com a sujeira das nossas vergonhas, que vimos escondendo debaixo das águas do cotidiano em que nos esquecemos de nós mesmos.

Diante da verdade que vem à tona e nos acusa, nos acovardamos, resistimos e ainda assim nos recusamos a admitir nossa culpa, nossa máxima culpa. Os detritos que vimos deixando pelo caminho nos condenam, mas ao mesmo tempo nos chamam à razão. Somos o que vamos deixando no fundo do pequeno lago de nossas vidas. Tanto podemos deixar os resquícios de nosso egoísmo, como ajudar a perpetuar a vida em peixes, areias brancas, plantas verdes e águas cristalinas.

Apesar de tudo, não nos desesperemos. Sempre é tempo para o recomeço. Basta que sigamos juntos, e olhos nos olhos, nos façamos uma promessa definitiva: eu cuidarei de ti, e tu cuidarás de mim. Só assim a vida terá uma chance. Nossos olhos brilham. Depende de nós se eles se turvarão na sujeira de nossos detritos. Ou se refletirão no espelho de nossas águas cristalinas. Somos o que deixamos no fundo do pequeno lago de nossas vidas.

Paulo José Cunha
Apresentado no quadro "Crônicas da Cidade" do DFTV do dia 19/11

Pé no Freio

sábado, novembro 19, 2005

Feriadão de 15 de novembro. Passei o fim de semana em casa, no domingo a noite encheu o saco. Resolvi que iríamos a um hotel fazenda, um que estávamos querendo conhecer há tempos. Na segunda de manhã todo mundo dentro do carro: eu minha mãe e o baixinho.
Um pouco de estrada, um pouco de estrada de terra. E minha mãe falando: olha o buraco, olha não sei o quê. E eu me viro e respondo: mãe, não é porque você nunca me viu dirigir em estrada de terra que eu não sei dirigir em uma!!
- Você sabe dirigir em estrada de terra?? - ela pergunta
- Sei. Esqueceu da quantidade de vezes que fui acampar??
- Ah, é! Tinha esquecido - e silencia.
Continuamos a seguir a estrada. De repente, não vejo um quebra-molas (da cor do chão, quase invisível). Percebo em cima e dou a maior freiada para que o carro não "voe". As duas olham para o lado de fora e caem na risada: há um botequinho e uma placa "Bar Pé no Freio".
O meu consolo é que não fui só eu...

Memorial do Amor

sexta-feira, novembro 18, 2005


Sempre que vou a algum lugar que sei que pode demorar, que posso ficar esperando por muito tempo, levo um livro para me fazer companhia. Hoje foi um destes dias. Estou concorrendo a uma vaga de emprego e, entre espera pra começar, espera pelo ônibus e trajeto até em casa, li um livro inteiro em uma tarde, 142 páginas.

Foi o "Memorial do Amor", da Zélia Gattai. Recomendo muito, é delicioso! Nele, Zélia conta episódios inesquecíveis para ela e Jorge Amado em sua casa do Rio Vermelho, em Salvador. É apaixonante viajar por suas memórias, saborear cada um dos episódios relatados por ela e que mostram que uma vida feliz é feita por pequeninas felicidades. Dá até uma inveja (a inveja boa, claro) e um desejo imenso de que nossas histórias sejam tão "eternas" quanto a dela e de Jorge Amado.

Bem, mas por fim gostei tanto que vou reproduzir um pedacinho aqui, o inicinho do livro:

DESPEDIDA
"Sobre nossa casa, de Jorge e minha, na rua Alagoinhas, 33. no bairro do Rio Vermelho, em Salvador da Bahia, muito já se disse, muito se cantou. Citada em prosa e verso, sobra-me, no entanto, ainda o que dela falar.

Fico pensando se alcançarei escrever todas as histórias, tanta, de gente e de bichos que nela passaram nesse quarenta anos lá vividos.

Neste momento, quando me despeço do lugar onde passei o melhor tempo de minha vida, ao deixar Jorge repousando sob a mangueira por nós plantada no jardim, mil lembranças afloram-me à cabeça. Lembro-me de coisas que para muitos podem parecer tolas, mas que para mim não são.

Lembro-me, por exemplo, de duas mimosas lagartixas que viviam atrás de um quadro de Di Cavalcanti, acima da televisão da sala, e que tanto nos divertiram. um belo dia elas apareceram, sem mais nem menos: uma toda rosada, quase tranparente; a outra com listras escuras em volta do corpo. Jorge foi logo escolhendo: 'A zebrinha é minha.' A mais bonita, pois, ficou sendo a dele. A outra, que jeito? De dona Zélia.

Recostados em nossas poltronas, após o jantar, para assistir aos noticiários de TV, vimos, pela primeira vez, as duas saírem de seu esconderijo, uma atrás da outra, direto para uma lâmpada acesa, no alto, reduto de mosquitos e de bichinhos atraídos pela luz.

- Elas agora vão jantar - disse Jorge.

Dito e feito: as duas se aproximaram docemente da claridade, estancaram a uma pequena distância da lâmpada e, imóveis, na moita, só observando. De repente, o bote falta foi desfechado e lá se foi um dos insetos para o bucho da largatixa de Jorge. Diante do perigo, quem era de voar voou, que era de correr, correu, lá se foram os bichinhos, não sobrou um pra remédio, o campo ficou limpo.

Estáticas, as duas sabidas aguardaram pacientes a volta das vítimas, que, inocentes, aos poucos foram criando coragem e se chegando para, ainda uma vez, cair na boca do lobo. Ainda uma vez o lobo foi a zebrinha, que, como num passe de mágica, abocanhou um mosquito. Encantado, Jorge ria de se acabar, provocando-me: 'A tua não é de nada!' Eu protestei e ele riu mais ainda.

Brincadeira boba, inocente, passou a ser nosso divertimento durante muitas e muitas noites, muitas e muitas noites voltamos à nossa infância."
Zélia Gattai, em Memorial do Amor.

Especialmente para a Gau


Em homenagem à Gau, que está de barrigão e doida para ir descansar em um Hotel Fazenda, estou postando esta foto. Foi tirada quando eu estava com 9 meses de gravidez, em um Hotel Fazenda de Sete Lagoas/MG.

A gente tinha ido para Juiz de Fora, passar o Natal com a minha avó. Como fomos direto na ida e eu fiquei muito cansada, na volta paramos neste hotel para dormir. Foi muito legal!!

No Hotel Fazenda

quarta-feira, novembro 16, 2005


Este feriado passei dois dias em um Hotel Fazenda com minha mãe e o baixinho. Esta foto foi tirada na saída.

Declaração

segunda-feira, novembro 14, 2005

Para o meu amor, que aguenta diariamente os meus altos e baixos, minhas incertezas e medos, minhas tristezas e melancolias e, ainda assim, me ama profundamente. Gustavo, obrigada por permanecer na minha vida!

Declaração de Amor
Fátima Irene Pinto


Eu te amo do amanhecer ao anoitecer
e mesmo quando durmo, ainda te amo.

Eu te amo nas tres dimensões, nas quatro luas,
nos quatro elementos, nas quatro estações,
nos quatro pontos cardeais.

Eu te amo nos cinco sentidos, nas sete cores do arco-íris, nas sete notas musicais, nos doze signos do zodíaco,
em tudo o que existe eu te amo cada vez mais.

Eu te amo na procela e na calmaria, em todos os josés e marias, nos infantes, nos anciãos, nos amigos,
inimigos ou irmãos... eu te amo em toda a criação.

Eu te amo no caos aparente ou na mais perfeita estrutura... eu te amo como o próprio criador
ama a sua criatura.

Eu te amo no vento que vem do norte, na linha do horizonte, na pequena fonte, nas nuvens grávidas de chuva... eu te amo nos meus dias nefastos
e nos meus dias de sorte.

Eu te amo na árvore frondosa, na montanha majestosa, na pedra preciosa, nas miríades de estrelas do universo... eu te amo no pequeno átomo, na imponderável constelação, eu te amo para além
de qualquer humana compreensão.

Eu te amo pelo pouco que sei de ti, pelo muito que ignoro e por aquilo que somente posso pressentir.

Eu te amo na plenitude da lida, no ocaso da vida... e, depois que eu me for, nas lembranças que porventura eu deixar, hás de encontrar perfumados e palpitantes restos do que foi o meu amor !

Espírito natalino

domingo, novembro 13, 2005


Estamos no meio de novembro. Os shoppings estão decorados para o Natal desde o final de outubro. O Papai Noel de 2 shoppings de Brasília chegaram no fim de semana passado. De outros 2 chegam neste fim de semana.

Conversando com meu pai, disse a ele que este ano ou as crianças não iriam receber presentes, pois o bom velhinho resolveu chegar muito antes do tempo e não vai ter tempo de coordenar a produção, ou os duendes vão ter que trabalhar triplicado pra dar conta de tudo.

Posso resumir meu sentimento contando um diálogo que tive com meu namorado no final de outubro. Passávamos pelo Sudoeste (um bairro de Brasília) e alguns prédios estavam enfeitados para o Natal.

- "Adoro o espírito natalino!" - disse-me ele.
- "Eu também" - respondi. "Mas gosto de Natal em dezembro, não em outubro".

Daqui a pouco vamos ter ovos de páscoa em fevereiro.

"Mar Adentro" e minhas reflexões

sábado, novembro 12, 2005


Hoje assisti (finalmente) o filme "Mar Adentro". O filme conta a história (real) de um homem que está tetraplégico há 26 anos, após um acidente em que quebrou o pescoço. Ele luta na justiça espanhola para ter direito à eutanásia, já que não pode fazer isto sozinho e qualquer pessoa que o ajude seria acusado de homicídio.

Mas o filme é muito mais do que só isso. Ele nos faz pensar em milhões de outras coisas. Como no dilema da família, que ama Rámon, mas que precisa entender seu desejo de não continuar mais a viver. Eles o amam verdadeiramente e não querem sua ausência. Mas Rámon já não consegue suportar o peso de sua vida, já que perdeu o controle de seus movimentos no auge de sua juventude, quando tinha o mundo ao seu alcance. E ele resume tudo isso muito bem quando diz que "viver deve ser um direito, não uma obrigação".

Ou na magnitude do amor, quando Rámon diz que a pessoa que o amar verdadeiramente não deve querer que ele viva por ela, mas sim ajudá-lo a morrer. Respeitar a vontade do outro, entender os sentimentos dos outros, mesmo quando não concordamos com eles... coisas tão difíceis mesmo em situações muito mais simples. Isso também pode ser visto na discussão com o padre católico tetraplégico, que não consegue colocar-se no lugar de Rámon e vê as coisas somente por sua ótica.

Minhas convicções religiosas e filosóficas não me permitem concordar com as idéias de Rámon. Mas confesso que falar é muito fácil quando se tem um corpo perfeito, com pleno controle de todos os seus movimentos. Mesmo assim, compreendo perfeitamente sua vontade. Na verdade, o que me impressionou no filme foi ver que os assuntos abordados muitas vezes aplicam-se à nossa vida comum também, como citei no parágrafo acima. A incapacidade de enxergar a dimensão da dor alheia, a dificuldade do desapego do amor, a inabilidade de se entender que nem todo mundo reage do mesmo modo às mesmas situações e que nem todos têm força suficiente para enfrentar com sucesso uma provação, todos estes problemas são comuns à vida de todos nós, o tempo todo. Em casos assim, ficam apenas mais evidentes...

Coisas que acontecem

sexta-feira, novembro 11, 2005

Está em todos os jornais o desaparecimento daquela adolescente americana que, no fim das contas foi encontrada na praia, em Salvador (BA). Acho que ela nunca imaginou que sua "pequena" aventura fosse parar em rede nacional...

Mas sinceramente, se fosse minha filha, primeiro eu ia abraçar e respirar aliviada por ela ter aparecido. Depois, ia dar umas boas palmadas e deixar de castigo pelo resto do ano. Isso é coisa que se faça com os pais???

Quem quiser saber mais, olhe em Pais de americana chegam a Brasília para buscá-la

Um pouco de poesia

quinta-feira, novembro 10, 2005

"...Se tem o dom de enxergar
os talentos alheios, enalteça-os!
Há pessoas que desabrocham por
conta de alguém que lhes reconheça
um dom."

Fátima Irene Pinto
Do livro Relicário - Fragmentos de Amor e Paixão

Volvo Ocean Race

terça-feira, novembro 08, 2005

Assistindo à largada da Volvo Ocean Race, em 2002

Faz 2 dias que eu estou sonhando, sonhando... Desde que descobri o dia em que a Volvo Ocean Race vai fazer sua largada aqui no Brasil. Vamos traduzir: esta é uma famosa regata de volta ao mundo. Todos os barcos são iguais, o que muda é a tripulação. Larga em um lugar x e vai, parando em pontos específicos, dando a volta ao mundo. As travessias valem pontos, mas também tem algumas regatas "in port" (regata em raia definida, próxima à costa) valendo pontos também.
Fui ver a largada da VOR de 2002. Linda, fiquei encantadíssima. Aqueles não são barcos apenas, são máquinas de regata!! rs Tenho mais um motivo para querer ver a VOR 2005/2006: pela primeira vez, há um barco brasileiro competindo, o Brasil1. Em sua primeira regata in port, no sábado, ficamos em 2º lugar, em Saxenxo, na Espanha. Excelente estréia! Depois, eles vão para Vigo (também na Espanha), Cidade do Cabo (África do Sul) - passando por Fernando de Noronha, sem parar ou desembarcar - Melbourne, na costa da Austrália e Wellington, na Nova Zelândia.
Brasil1 velejando na Baía de Guanabara
A regata está prevista para chegar ao Rio de Janeiro no dia 07 de março de 2006. Dia 25 tem uma regata in port e eles largam no dia 02/04 rumo a Baltimore, nos Estados Unidos, novamente passando por Fernando de Noronha. Mas voltando ao início da conversa, estou louca para ir ver a largada. Ainda faltam uns 5 meses, muita água pode rolar até lá (e vai, espero. Principalmente em relação ao meu tão sonhado e desejado emprego!). Mas vontade eu tenho e já vou sonhando desde agora...
Para saber mais sobre a VOR:

segunda-feira, novembro 07, 2005

Tv ligada, 1h30 da manhã. Em várias cenas, pessoas trabalhando, escritórios, prédios. E eu senti uma saudade incrível de tudo isso. Saudade de ter colegas de "baia", de te um computador, uma rotina, problemas pra resolver, ligações a fazer, de fazer contagem regressiva com os colegas nos 10 últimos minutos do dia...

Durante muito tempo trabalhei naquilo que gostava. Comecei com 18 anos. Nunca fiquei sem trabalho e acreditava no meu potencial. Mas 2005 abalou minhas crenças e me fez questionar muita coisa. Ainda sei que sou uma boa profissional e que posso me destacar. Sei que me apaixono pelos mais diversos tipos de trabalho, que me envolvo, me dedico.

Mas então, o que está faltando? Qual o "click", o toque mágico, a senha que falta para que as coisas voltem a acontecer? Li outro dia, no MSN de um amigo, uma frase que dizia (mais ou menos) que a vida acontece na hora em que você pára de ser uma vítima e passa a agir. Dos 10 meses deste ano, passei 7 desempregada. Tive meus momentos de vítima, de esperança e de ação. Agora já não sei mais exatamente em que momento estou. Não quero mais perder a minha fé, mas ainda não vejo a outro margem e isso não é muito fácil de se lidar.

Semana passada me veio um sentimento bom, de que as coisas iriam mudar. Tenho medo de acreditar e me decepcionar. Ainda mais porque a semana veio e se foi e nada mudou. Mas também não posso evitar que este sentimento me invada e me dê um pouco de alegria.

O que vai acontecer agora? Não sei (e isso também é de matar). Mas vou esperar para ver...

Nova Esperança

terça-feira, novembro 01, 2005

(Mauro Diniz -Ubirany - Adilson Victor)

Sonhar é tentar e viver
De novo um grande amor
Acender em você a chama que se apagou
Pra matar a saudade, amar de verdade
Reviver bons momentos e sem ressentimentos
Reabrir o meu coração
E deixar toda felicidade
Outra vez entrar, sonhar
É sentir uma nova esperança e fazer
Do amor aliança
Se dar sem ter medo de errar
Confiar, feito uma criança
Que a vez da bonança não tarda a chegar
Depois do pranto, sorriso
E o meu paraiso você vai encontrar